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| A saudosa Maria Fumaça... |
Surgiram os Barões do Café e com eles grandes transformações na sociedade. As casas residenciais saíram das fazendas para as cidades. Aprimorou-se a decoração - cópia da francesa; vieram os teatros, os saraus, as requintadas festas. Mudaram-se os costumes, refinou-se a educação.
Foram também os Barões que trouxeram com seus investimentos a estrada de ferro. Esta aproximou Vale e Corte, mas também trouxe a decadência dos portos no litoral com a inauguração do transporte ferroviário, que ligou os principais municípios paulistas ao porto de Santos, entre 1867 e 1872, e a estagnação de tantas cidades do Vale, tendo em vista sua distância dos trilhos.
As mulas ainda se faziam necessárias tanto dentro das grandes fazendas, no trabalho árduo dos colonos, como para o transporte de cargas até as ferrovias, que por vezes eram muito distantes.
A queda do café iniciou-se e com ela alguns povoados extinguiram-se. Era o final do Século XIX e início do Século XX.
As décadas de 20 e 30 do novo século trouxeram consigo o crescente desenvolvimento de grandes centros como a capital de São Paulo, Ribeirão Preto, entre outras cidades interioranas, tendo como pano de fundo o avanço e a expansão das ferrovias e das estradas. Entretanto, ainda em 1940, estados como Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso ainda dependiam das mulas para fazer girar sua economia.
O tropeirismo dava sinais de declínio e ia sendo absorvido, pouco a pouco, por outras formas de transporte, primeiramente com o advento dos trens e a melhoria das condições de navegação e, depois nos anos 50, com a chegada dos caminhões e tratores.
Chegam as ferrovias, chegam os automóveis. Vão-se os muares e os tropeiros. O legado há de se perpetuar através dos séculos. As lembranças sempre estarão presentes, principalmente quando a "prosa" estiver boa e o café saboroso.
(extraído do livro " Viagens dos Tropeiros Entre Serras", de Ocílio Ferraz, Editora Antonio Bellini). Sob autorização do autor.








