quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Verdura nossa de cada dia

A típica casinha da roça em Guaratinguetá
   Acabaram-se as verduras! O que fazer? Num grande centro, ou mesmo nas cidades do interior, a alternativa lógica é ir ao mercado comprar. Ou a feira livre, que por sinal é um caso à parte e que no interior tem uma lógica toda própria. Qualquer hora dessas vou a uma para documentar, porque tem de tudo mesmo. A região aqui do fundo do Vale do Paraíba não é grande produtora de hortifrutigranjeiros, estando mais focada em produção de arroz, leite, etc. Mas fica próxima de áreas fortemente produtivas e isso facilita as coisas em termos de abastecimento.
Em cima do fogão a lenha, tripa de porco defumada.
   No entanto, a produção doméstica é ótima, porque o povo daqui sabe como fazer as coisas e mantém hortas muito produtivas e com produtos formidáveis. A necessidade de adubos é grande porque como o Vale do Paraíba foi esgotado pelo café em determinado momento de sua história, plantar é uma atividade  que requer mais do que apenas semeadura simples. Mas a tecnologia ajuda e com isso temos algumas coisas interessantes por aqui.
   Ontem fiz uma coisa impossível num grande centro - pelo menos para a maioria de nós - indo para a roça a noite e colhendo verduras e alguns legumes com a família. Um ótimo programa, principalmente porque para minha filha foi a oportunidade de ver coisas corriqueiras para quem vive da terra, mas que nunca são vistas na cidade.
Um "puxadinho" onde as galinhas se instalam a noite.
Por exemplo, ver as galinhas recolhidas para a noite é algo que só vê quem vive na área rural. Durante o dia é aquela atividade tremenda, mas a noite elas procuram um local seguro, porque são presas fáceis e geralmente se acomodam em locais mais altos.
O ato de colher também é uma daquelas sensações especiais, porque envolve a decisão sobre a escolha do que está pronto para o consumo, e isso rende conversas longas sobre coisas que a gente não tem nem idéia de quanto são importantes. Cor, textura, cheiro, e todos os detalhes que o homem do campo está cansado de saber e que para nós são um mistério.
   Valeu a pena. Voltamos da roça com braçadas de verduras frescas, tomates "cereja" em quantidade industrial, alfaces, repolhos e tudo o mais que queríamos ver num saladão parrudo. E com a certeza de que essa noite foi muito mais divertida do que acompanhar as aventuras da "Fina Estampa".

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Natal chegou no interior também



   Houve um tempo em que tudo demorava para chegar no Brasil e mais ainda para chegar no interior, mas num mundo interconectado, globalizado e a velocidade da internet, chega tudo rápido e às vezes até antes do necessário. Nesse frenesi de antecipação das vendas, tentando conquistar o consumidor, as coisas ficam realmente fora de controle. Mas é apenas sinal dos tempos e vamos nos acostumando.
   Nesse final de semana, fui a Guarulhos - atendendo a obrigações acadêmicas de minha mulher -  e no retorno resolvi jantar em São José dos Campos com a família. E o que a gente vê nos shoppings já é aquele clima que normalmente se instaura em meados de dezembro, acontecendo em início de novembro. Casa de Papai Noel e o próprio atendendo as crianças, com suas listinhas de presentes, além de uma horda de assistentes de Papai Noel, show de Natal, árvores de todos os tipos e tudo o que faz a festa aos olhos e ao coração.
   Enfim, temos que nos acomodar a esse ritmo alucinante, porque não há o que fazer. Ninguém freia o mercado, principalmente quando as perspectivas são boas em termos de vendas, como sinalizam os indicadores. Só não esperava tanta badalação tão cedo, e ainda mais no interior, mas como já vimos ... interior é outra coisa hoje em dia. Para o bem ou para o mal.
   De qualquer forma, o que se nota é que não há mais aquela distinção entre os grandes centros e as cidades populosas do interior em termos de gastos com decoração, contratação de artistas, shows pontuais e tudo o mais que a gente vê em grandes capitais.
   Estou procurando por aqui, no Cone Leste Paulista, as representações de Natal locais, na sua essência. Quem sabe aparece um Saci Noel ou uma Cuca Noel. Até agora, não achei nada a respeito, mas continuo procurando. Sei que tem coisas interessantes a respeito, e vou localizar. Por enquanto, ficam as fotos da decoração de Natal do CenterVale Shopping, em São José dos Campos.