Sou carioca. Nasci no Rio, morei em Niterói (Charitas), mudei para Botafogo e depois para a Barra da Tijuca. No entanto, como alma em permanente busca, mudei para um monte de lugares por esse mundo afora. Morei em Fernando de Noronha, Recife, Curitiba, São Paulo (Capital), Cabo Frio, ... mas nunca por muito tempo. Em 1999, fazendo uma consultoria, redescobri o Vale do Paraíba, onde moro desde então. Considero "morar" como permanecer no mesmo local por mais de um ano, tendo montado a infraestrutura do que se pode chamar de lar. Menos que isso, a meu ver, é "estar".
E quem não tem o "sonho" de morar no interior. Fugir dos engarrafamentos, sentir o ar puro, ver de perto as mudanças das estações, falar com os vizinhos, conhecer recantos idílicos, aprender novos costumes, criar os filhos com mais segurança ... enfim... viver plenamente. Mas é assim mesmo?
Noto que grande parte das pessoas com quem me relaciono pensam nisso como projeto imediato ou futuro, mas dificilmente o colocam em prática. Seja por um motivo ou outro, protelam e ficam onde estão. Hábitos e costumes são difíceis de mudar. Rede de relacionamento é coisa que segura a gente. Só mudam se houver algum acontecimento excepcional, mas quase nunca acontece.
Uns esperam pela aposentadoria - e isso não dá certo. Outros uma transferência no trabalho, que acontece é uma complicação danada porque a adaptação tem que ser feita de uma maneira forçada, na marra mesmo. Outros que os filhos cresçam e se casem, esquecendo que depois fica muito difícil deixar os netos, os amigos, os médicos de confiança, aquele suporte criado ao longo de uma vida.
Enfim, mudar para o interior é algo que acontece de repente, por razões não planejadas ou por uma necessidade extrema.
Essa foi a minha principal motivação. Falar sobre a experiência vivida em muitos "interiores", que ainda não são perfeitamente compreendidos. Vou falar de tudo, mas certamente vou ter um olhar de "consultor" sobre os aspectos que envolvem viver longe de uma capital. Isso porque, ao longo do tempo, a gente tem a consciência de que existem pouquíssimas capitais, com suas Regiões Metropolitanas no entorno e que o resto é Brasil. Um Brasil maravilhoso mas enigmático, com regras próprias, tempos e movimentos personalizados, estigmas, carências, pujanças, crises e oportunidades sem par.
Vou começando na toada desse Brasil e espero que você, meu caro visitante, goste do que vai ver por aqui.
Um abraço e seja bem vindo!
Nelson
Taí um tema que me interessa muito Nelson. Parabéns pela iniciativa!Vou junto com você nessa viagem.Precisamos mostrar a verdadeira face do nosso país.
ResponderExcluirO blog ficou lindo! Certamente será uma viagem saborosa por esse nosso país.
ResponderExcluirBjs.
Obrigado Arilza, pela companhia nessa jornada. Vamos lá que a viagem é grande e cheia de surpresas.
ResponderExcluirMatilde, vai ser uma viagem saborosa mesmo. Vamos ver o interior de São Paulo e de Goiás também, só para começar. Mas tem muita coisa boa para se ver por esse mundão afora. Beijos
ResponderExcluirOi Nelson!Procurando belas imagens de roça, encontrei essa belezura de postagens suas. Me dê licença p eu apear, me abancar...é assim q gostamos na roça e q o violeiro Paulo Freire se chega p contar seus causos e suas mentiras do bem! Obrigada por td isso!Adoro um fogão à lenha e uma bela roda de viola na escadinha de algum cantinho de roça...abraço!Ass:Dulcilane
ResponderExcluirCara Dulcilane, apeie e sinta-se em casa. Essa é uma tentativa de mostrarmos para os amigos o que é viver no interior, sem os estereótipos conhecidos. Abraços e seja bem vinda.
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