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| A típica casinha da roça em Guaratinguetá |
Acabaram-se as verduras! O que fazer? Num grande centro, ou mesmo nas cidades do interior, a alternativa lógica é ir ao mercado comprar. Ou a feira livre, que por sinal é um caso à parte e que no interior tem uma lógica toda própria. Qualquer hora dessas vou a uma para documentar, porque tem de tudo mesmo. A região aqui do fundo do Vale do Paraíba não é grande produtora de hortifrutigranjeiros, estando mais focada em produção de arroz, leite, etc. Mas fica próxima de áreas fortemente produtivas e isso facilita as coisas em termos de abastecimento.
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| Em cima do fogão a lenha, tripa de porco defumada. |
No entanto, a produção doméstica é ótima, porque o povo daqui sabe como fazer as coisas e mantém hortas muito produtivas e com produtos formidáveis. A necessidade de adubos é grande porque como o Vale do Paraíba foi esgotado pelo café em determinado momento de sua história, plantar é uma atividade que requer mais do que apenas semeadura simples. Mas a tecnologia ajuda e com isso temos algumas coisas interessantes por aqui.
Ontem fiz uma coisa impossível num grande centro - pelo menos para a maioria de nós - indo para a roça a noite e colhendo verduras e alguns legumes com a família. Um ótimo programa, principalmente porque para minha filha foi a oportunidade de ver coisas corriqueiras para quem vive da terra, mas que nunca são vistas na cidade.
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| Um "puxadinho" onde as galinhas se instalam a noite. |
Por exemplo, ver as galinhas recolhidas para a noite é algo que só vê quem vive na área rural. Durante o dia é aquela atividade tremenda, mas a noite elas procuram um local seguro, porque são presas fáceis e geralmente se acomodam em locais mais altos.
O ato de colher também é uma daquelas sensações especiais, porque envolve a decisão sobre a escolha do que está pronto para o consumo, e isso rende conversas longas sobre coisas que a gente não tem nem idéia de quanto são importantes. Cor, textura, cheiro, e todos os detalhes que o homem do campo está cansado de saber e que para nós são um mistério.
Valeu a pena. Voltamos da roça com braçadas de verduras frescas, tomates "cereja" em quantidade industrial, alfaces, repolhos e tudo o mais que queríamos ver num saladão parrudo. E com a certeza de que essa noite foi muito mais divertida do que acompanhar as aventuras da "Fina Estampa".
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Lindo amei. Se todas as criancas tivessem oportunidade de fazer esta colheita seria fantastico.
ResponderExcluirPoste a salada. Quero ver.
ResponderExcluirCadernos do Interior está sendo um bálsamo nessa minha vida de cidade grande.Ler essas coisas me transporta às minhas origens, que embora não sendo no interior, tive esse tipo de experiência de plantar, colher, saborear. Valeu Nelson! Continue postando,os nostálgicos agradecem. bjos
ResponderExcluirObrigado Beta e Arilza. Essa situação de vivenciar novas realidades é fundamental para criar adultos capazes de conviver com a diversidade. E conhecer a vida na roça, onde se vive como no século XVIII estando no século XXI é formidável. Colher no pé é algo impensável para as crianças de hoje, que acham que alface é aquela coisa verde que vem num saquinho colorido... Vou continuar postando essas vivências inusitadas que a gente passa por aqui. Coisas simples, mas incomuns para quem está na cidade. E sempre brindando os nostálgicos com uma pitada do passado recente de todos nós.
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